Foto: Inês Mota
No sepulcro quero apenas
inscrição de minha idade
e em lugar de verbenas
um poema de saudade
* O epitáfio que meu pai escreveu para ser gravado em sua lápide tumular.


Com seriedade eu fiz o que pude
Deus me concedeu uma longa vidaDeu-me uma prole bastante crescidaQue considero ser minha virtude.
Mas, como a morte é inevitávelJamais poderei ser inseparávelDaquelas pessoas por quem tenho afeto.
Já que eu não posso ficar entre os meusBreve deixarei o meu último adeusA genros e noras, a filhos e netos.
Chico Motta
Aos amigos estimados,
Aos colegas do repente,
E aos demais companheiros
Que compartilham com a gente
Todo esse carinho e prece,
Hoje a família agradece
Com este verso dolente.
(Inês Mota/Thiago Leite)
NO MEU TÚMULO QUERO APENAS
INSCRIÇÃO DA MINHA IDADE
E EM LUGAR DE VERBENAS
UM POEMA DE SAUDADE
(Chico Motta)
A MORTE É PARTE DA VIDA
UM SINAL DE ETERNIDADE
QUEM PARTE FAZ DESPEDIDA
QUEM FICA SENTE SAUDADE
(Djalma Mota)

O Vereador Miltão Batista (PR) apresentou Projeto de Lei nesta segunda-feira (06) na sessão da Câmara Municipal de Caicó onde denomina de Poeta Francisco Mota a Casa de Cultura Popular de Caicó. Em sua justificativa, o parlamentar ressaltou a importância de Chico Mota para a cultura regional.
“Chico Mota foi um grande baluarte da cultura caicoense e referencial da poesia seridoense. Ele nos deixou de maneira inesperada e ficará uma lacuna no repente e na poesia que nos trouxe com sua inteligência que era peculiar. Nada mais justo do que homenagear Seu Chico Mota, denominando a Casa de Cultura com o seu nome”, destacou o vereador Miltão.
Francisco Fernandes da Mota foi um poeta, violeiro, repentista e cordelista paraibano que se tornou célebre no Seridó potiguar, especialmente em Caicó, onde viveu a maior parte de sua vida. Nasceu aos 23 de outubro de 1924, filho de Henrique Ferreira da Motta e Maria Elvira Fernandes, na Fazenda Dinamarca, município de Catolé do Rocha, Paraíba. Começou a trabalhar na agricultura aos 10 anos de idade e viveu na zona rural até 1963.